Entidade protesta a favor de professor dono da plantação de maconha em PG.

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Dono da plantação de maconha é professor de Engenharia em Ponta Grossa Pr. E nas horas vagas cultiva maconha em seu quintal.

A decisão da 1ª Vara Criminal que manteve preso um professor de engenharia de Ponta Grossa, por suspeita de tráfico de drogas, gerou indignação em entidades ligadas à descriminalização da maconha.

Grupos de Ponta Grossa e também de Curitiba se manifestaram contra a decisão da Justiça e criticaram a legislação brasileira sobre o tema. Segundo uma nota da Associação Cultural de Apoio Cannábico dos Campos Gerais Florescer,assinada pelo Centro Centro de Pesquisa em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná (UFPR), o professor universitário foi preso apenas por “possuir plantas”, não por tráfico.

No documento, as entidades também destacaram a boa reputação do engenheiro, preso na noite de quarta-feira (2) pela Polícia Militar. Segundo a PM, na casa do professor foram encontrados pelo menos 18 pés de maconha. As plantas foram apreendidas e o suspeito levado à delegacia.

Na quinta-feira (3), a 1ª Vara Criminal de Ponta Grossa decretou a prisão preventiva do professor universitário. Ele foi transferido para a Cadeia Pública Hildebrando de Souza. A defesa do suspeito entrou com um pedido de habeas corpus no Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) e cogita recorrer ao Supremo Tribunal Federal (STF) contra a prisão. 

 

Associação Cultural e de Apoio Cannábico dos Campos Gerais – Florescer vem por meio desta tornar público seu apoio aos cultivadores de maconha que vêm amargurando aquilo de pior que o Estado tem a oferecer, a prisão. É de lógica primária a necessidade de regulamentação do cultivo da cannabis, reconhecida nas discussões mais elevadas em variadas áreas de conhecimento científico. Discussão em pauta no mais alto tribunal brasileiro: o Superior Tribunal Federal (STF), mas também na ONU e UNESCO, que já reconheceram o fracasso da guerra às drogas. Também visível nas diversas experiências internacionais muito mais democráticas, liberais e efetivas no combate ao consumo abusivo e mercado ilícito de drogas. Não nos parece lógico que em pleno século XXI, diante do fracasso político e burocrático em fazer políticas públicas coerentes e exercer sequer uma mínima justiça social ao povo brasileiro; diante de privilégio de agentes públicos que mais parecem nobres; diante de políticos corruptos que respondem em liberdade, mesmo aqueles que bebem, dirigem e matam; diante da realidade da segurança pública brasileira que alimenta facções criminais em seus calabouços e prisões que mais parecem campos de concentração; que um professor universitário, engenheiro, ambientalista, com profunda conexão com a comunidade dos Campos Gerais, contribuindo em diversos projetos de extensão universitária para a recuperação e proteção ambiental esteja preso por possuir PLANTAS. Preso no Hildebrando de Souza, cadeia pública com superlotação, rebeliões e motins, com cerca de 900 presos em um espaço para pouco mais de 200 pessoas, tragando um guisado mais duro, em condições piores e mais indignantes do que de criminosos condenados que desfilam de tornozeleiras eletrônicas. Estupradores possuem penas menores que usuários cultivadores, que são grosseiramente identificados como traficantes. Há pouca esperança em um país, em uma república cujo o critério é seletivo, ilógico, construído com uma racionalidade grosseira que salva corrupto e o assassino e prendem jardineiros. A mesma planta que condena nosso companheiro salva vidas de muitas pessoas em nossa cidade. A Florescer conta com pacientes que fazem uso frequente e contínuo de maconha para tratamento de doenças como epilepsia, autismo e esquizofrenia com eficácia e, em alguns casos, permitindo o corte de alopáticos. Esses pacientes não são apenas abandonados pelo Estado, são perseguidos. Justamente no mesmo país que ostentam dados terríveis de morte pelo uso e abuso de drogas lícitas como o álcool, remédios ansiolíticos e opiáceos, no mesmo país do uso descontrolado de ritalina desde crianças à concurseiros. É absurdo que a planta que preserva a vida de nossos pacientes e promove qualidade de vida às suas famílias seja taxada de perigosa e nociva. É incoerente afirmar que os efeitos do uso medicinal diferem do uso recreativo: se cura um por que mataria o outro? Somos a favor do autocultivo, da liberdade de produzir seu próprio remédio e de maneira alguma queremos nos esconder sob medo de que nossas casas sejam invadidas por policiais. Não queremos e não vamos recorrer a traficantes para ter a flor que traz o alívio de nossas dores. Os cultivadores fazem a real justiça agindo com amor, gentileza e respeito, afastando-se do mercado ilícito de drogas que mancha de sangue as mãos de políticos e outros agentes públicos que dependem dessa guerra que destroça amargamente o povo brasileiro. Somos contra o tráfico de drogas e por isso a favor da urgente regulamentação do cultivo, cuja a proibição apenas fortalece a corrupção, facções e quadrilhas. Os traficantes e seus asseclas lucram com a proibição! Lutamos não apenas pela maconha como remédio, mas sim pela planta, pelas associações de cultivo, pela liberdade! Assinam ainda esse carta: Centro de Pesquisa em Segurança Pública e Direitos Humanos da Universidade Federal do Paraná.

Polícia Militar apreende plantação de maconha em Ponta Grossa Pr.

Fonte Arede.

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