Médica se recusa a dar atestado e é agredida por paciente em UPA de Curitiba.

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Uma médica da Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) do Sítio Cercado, em Curitiba, foi agredida por uma paciente na tarde deste domingo (23). A violência aconteceu após a médica se recusar a fazer um atestado para a mulher de 36 anos, já que considerou que o caso não era grave para justificar afastamento do trabalho. As informações são da Rádio Banda B.

De acordo com uma testemunha, que presenciou a situação, a paciente “perdeu o controle” e impediu que a médica saísse o consultório. “No momento da agressão, a médica estava atendendo pacientes com baixo potencial de gravidade, aqueles que vão mesmo para consultas. Mesmo com a vítima oferecendo uma declaração, a paciente exigiu o atestado para sair do local”, comentou.

Como é comum em consultórios médicos, a paciente ficou mais próxima da porta, impedindo assim que a médica pudesse sair. A vítima só conseguiu ajuda graças a um botão do pânico instalado no consultório.

Atendimento

A Secretaria Municipal da Saúde de Curitiba e a Fundação Estatal de Atenção Especializada em Saúde de Curitiba (Feaes), empregadora dos médicos, lamentou “profundamente” a situação. “A médica foi agredida, após se recusar a conceder um atestado médico com afastamento, para uma paciente que não tinha indicação. Felizmente, há um botão de pânico no consultório. Ele foi acionado pela médica e a Guarda Municipal, que conta com um posto dentro da UPA, interveio rapidamente, evitando uma situação mais grave. Sob proteção da Guarda Municipal, a profissional realizou boletim de ocorrência na delegacia. A médica também foi acolhida pela Medicina do Trabalho da Feaes e será encaminhada para acompanhamento psicológico na rede de saúde, caso seja necessário”, informou a administração municipal em nota.

Após a agressão, a médica foi levada para o batalhão mais próximo da Polícia Militar, onde um boletim de ocorrência foi registrado.

As informações são da assessoria.

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