‘Nunca Vencidos’ 13° BIB busca apoio para publicar livros sobre participação do Batalhão em Guerras.

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O 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13 BIB) prepara um livro sobre a participação de militares de Ponta Grossa em conflitos que mudaram a história do país. Por determinação do Comandante Coronel Daniel Moreira Marques, Sargento Edson Lopes realizou uma pesquisa e coletou documentos que trazem detalhes sobre as missões de militares do batalhão ponta-grossenses em eventos como a Revolução de 1924, Revolução de 1930 e Revolução Constitucionalista de 1932. As pesquisas tiveram início em Janeiro e estão em fase final. Mas, para viabilizar a publicação, o 13 BIB busca apoio de patrocinadores. A intenção é que, na primeira edição, sejam lançados aproximadamente 700 exemplares. A princípio, a publicação não será comercializada. “A intenção é que distribuirmos para militares e apoiadores, além de disponibilizarmos na biblioteca do ‘Museu do Treze’ para consulta”, explica Sargento Lopes.

Empresas ou pessoas físicas interessadas em apoiar o projeto podem entrar em contato direto com o autor da pesquisa pelo telefone (42) 99980-0123.
Para contar a história das missões do 13º BIB, Sgt Lopes resgatou arquivos do Batalhão e percorreu mais de 2.100 km até os municípios onde os combates foram travados. A maior parte da pesquisa está fundamentada nos ‘Relatos de Combate’ dos militares do Batalhão de Ponta Grossa. Os documentos são ricos em detalhes e possibilitam ao leitor visualizar os conflitos pelos olhos de quem esteve no front. “O livro fala da ação dos militares a partir dos relatos de combates que eram produzidos. Em alguns momentos colocamos a transcrição completa destes relatos”, conta o autor.
A Revolução de 1924 (Revolta Paulista ou Revolução Esquecida) é a mais documentada na pesquisa. Isso porque ela marca o ‘Batismo de Fogo’ (primeira luta armada) do 13ª Regimento de Infantaria (R.I), que mais tarde viria a se transformar no 13º BIB. Foi para conter as tropas revolucionárias paulistas que militares de Ponta Grossa foram enviados ao estado vizinho e travaram o primeiro conflito no município de Salto Grande.

Ainda no contexto de 1924, o livro traz relatos da guerra em trincheiras no município de Catanduvas, oeste paranaense. Apesar das diversas mortes em combate, de ambos os lados, os soldados do Treze venceram as batalhas naquele ano e foram decisivos para conter o avanço do movimento tenentista. Seis anos após a vitória de 24, o 13º R.I garantiu apoio à revolução que levou Getúlio Vargas à Presidência e, em 1932, conteve o movimento paulista que tentou tirar Vargas do poder. Destes combates, nasceu o ‘slogan’ do Treze: “Nunca Vencidos!”.
Embora o eixo da pesquisa sejam as revoluções de 1924 a 1932, o livro vai abranger toda a história dessa importante unidade do Exército Brasileiro em Ponta Grossa. O Regimento foi criado em 1923 e esteve presente em diversas missões e eventos que marcaram a história do Brasil, como o envio de 336 militares para a II Grande Guerra, missão de Paz no Canal de Suez (Egito), missão de Paz no Haiti e contribuiu com a força de Pacificação no Rio de Janeiro diversas vezes. A previsão é que o material seja publicado ainda neste ano, antes do Coronel Marques deixar o Comando do 13º BIB.
Embora o eixo da pesquisa sejam as revoluções de 1924 a 1932, o livro vai abranger toda a história dessa importante unidade do Exército Brasileiro em Ponta Grossa. O Regimento foi criado em 1923 e esteve presente em diversas missões e eventos que marcaram a história do Brasil, como o envio de 336 militares para a II Grande Guerra, missão de Paz no Canal de Suez (Egito), missão de Paz no Haiti e contribuiu com a força de Pacificação no Rio de Janeiro diversas vezes. A previsão é que o material seja publicado ainda neste ano, antes do Coronel Marques deixar o Comando do 13º BIB.

Batismo de Fogo
A primeira guerra do Batalhão ocorreu no município de Salto Grande, no estado de São Paulo, em 1924. O combate foi travado em uma ponte da linha férrea e, até hoje, as marcas dos projéteis de fuzis estão preservadas na estrutura de metal. Durante a pesquisa, Sgt Lopes registrou as marcas históricas em fotografias, produzidas junto ao artista Saulo Pfeiffer, que prepara uma tela sobre o conflito. O relato do ‘Batismo de Fogo’ foi transcrito pelo Sargento Lopes no livro. Confira um trecho:
“O reconhecimento de infantaria ficou a cargo da 1ª Cia que não encontrando vestígios do inimigo, prosseguiu a marcha para a cidade no desempenho de sua missão. Todo o resto do Destacamento se deslocou para junto à ponte, e aí verificando que só a Infantaria poderia transpor. No momento ouvem-se tiros de fuzil vindos do outro lado da ponte, do lado da cidade, era a 1ª Cia sendo atacada. A 6ª Cia recebeu ordem de avançar, com o objetivo de apoiar a 1ª Cia. O resto do pessoal da 1ª Cia que montava guarda na ponte avançou para reforçar as Cias empenhadas no combate, este que durou aproximadamente uma hora, terminando com a desmoralização do inimigo que fugiu desordenadamente em direção a Estação de Trem para dar inicio a fuga da cidade. A ocupação que se procedeu após o combate, constitui prova eloquente de que os oficiais, sargentos e praças dessa unidade souberam sempre cumprir seus deveres, tornando-se por isso dignos de merecer a confiança da Nação”.

O batismo ocorreu no dia 12 de agosto de 1924, conforme relato do Tenente-Coronel do 13º Regimento de Infantaria (R.I), João de Oliveira Freitas: “Finalmente congratulo-me com todos os oficiais, sargentos e praças de nosso Regimento por esse feito que o enobrece como uma unidade digna que é, cujo valor vem de ser comprovado no ataque e ocupação desta cidade às 12 horas e 15 minutos de hoje”.

Pagina oficial do 13º Batalhão de Infantaria Blindado (13 BIB)

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